Ao aniversária da minha Mamãe!

Bom, resolvi reunir as duas coisas que mais gosto de fazer – escrever e ler – para falar de uma pessoa sem a qual eu, sem dúvidas, não existiria.

Mãe,

Hoje não é simplesmente um aniversário. É o SEU aniversário e, ainda mais que isso, é o seu aniversário que antecede anos de completa novidade e completo desconhecido em nossas vidas. É o início de um ano de grandes vitórias e surpresas (boas, claro!). Vitórias minha, do Vini… Não. Vitórias sua. Antes de ser de qualquer pessoa, antes de qualquer um que sofreu, que correu, que ralou, que lutou, está você. Que mesmo quando gritamos, negamos, batemos portas, discutimos e desobedecemos, seus joelhos nos sustentaram com suas orações. Foram seus joelhos e suas orações que ajudaram a salvar minha família de grandes quedas. Mais que isso, salvar minha própria vida de uma queda que, não fosse pela sua insistência em me fazer ceder, poderia ser sem retorno e de arrependimentos mais dolorosos que eu possa imaginar. Mas aí pensa-se que relembrar momentos difíceis não é bem o melhor presente que se dá, não é?!

Na verdade, repassar a memória pelos momentos difíceis é relembrar nossas vitórias e nos fortalecer para as dificuldades que estão por vir. Tanto as previstas quanto as imprevistas. Além do mais, não posso deixar passar a oportunidade de honrar. Deus diz que os humilhados serão exaltados, e esta é uma grande verdade! Aprendi com você, mãe, a seguir a Palavra de Deus e ser fiel e obediente sem hesitar pois, aquilo que Deus manda, jamais é sem sentido. E hoje quero honrar minha parentela, e não simplesmente porque manda a Bíblia, mas por que é de grande agrado ao meu coração.

Mulher valorosa, de grande sabedoria e serva fiel do Senhor, me ensinou a ser mãe. Talvez não seja mãe como ela, já que ninguém é igual a ninguém. Mas as coisas mais importantes aprendi vivenciando suas mudanças passo a passo. Aprendi que mãe não tem que ser perfeita. Que filhos são injustos e, mesmo assim, nosso amor incondicional por eles, jamais nos deixa guardar qualquer tipo de rancor. Aprendi que sozinha, eu não sou ninguém, e não vou a lugar algum. Aprendi, no momento mais difícil de toda minha vida, que a minha Melhor Amiga estava bem ali ao meu lado, dizendo tudo que eu precisava ouvir, não apenas aquilo que não me faria sofrer, me tirando da cama quando tudo que eu mais queria era ficar nela bem escondida até eu poder desaparecer. Aprendi que quando se tem uma pessoa difícil a quem muito se ama, não adianta querermos que ela mude. Só muda quem tem intimidade com Deus. Só tem intimidade com Deus, quem quer. Logo, só muda quem quer. Assim, devo aprender a filtrar aquilo que guardo em meu coração para não criar sentimentos ruins e fazer com que o amor vire disputa com aquela pessoa tão amada. Aprendi que muitas vezes, não queremos ver o que acontece ao nosso redor, mas que Deus, quando andamos junto Dele, nos faz enxergar, independente da nossa vontade por que o que realmente vale, é a vontade Dele e ponto final. Aprendi que muitas vezes o que nossos pais nos forçam a fazer, pode ser aquilo que vai te ajudar a sustentar tua casa, e que não adianta pensarmos que sabemos o que nos é melhor na vida por que isso não é verdade. E não ache que eu descobri isso por que hoje sou mãe de três, não. Aprendi isso na minha própria vida e na minha relação com a minha mãe. Ela ainda é quem tem os melhores conselhos pra me dar. Aprendi a ter responsabilidade sobre os meus atos, afinal, “quem pariu Mateus, que o embale…” Apesar de nenhum dos meus se chamar Mateus!

Aprendi a ser mulher, a ter valores e demonstrar valores. A respeitar e me fazer respeitada. A educar e ser educada. Aprendi, na verdade, a ser um ser-humano de qualidade, coisa que hoje não é muito comum nesse mundo de ponta cabeça em que vivemos. Digo que devo tudo o que sou a Deus, em primeiro lugar, e a minha mãe…

Obrigada por ser tudo de melhor: por ser mãe, vóinha, tia-Célia, minha mais importante mentora e conselheira. Obrigada por usar em mim tudo que aprende, seja na vida ou na escola. Obrigada por ser meu exemplo e meu orgulho. Me senti um balão de tão cheia de orgulho no dia de sua formatura!!! Obrigada por falar, obrigada por me ouvir e, mais ainda, obrigada por compreender. Mesmo quando estou mal humorada! Obrigada pela liberdade de me dizer e ouvir coisas que são tão importantes e, no final das contas, tão divertidas também. Afinal, só agora caiu a ficha de que minha mãe, não é só mãe. É também mulher. E como tal, tem experiências de todos os tipos. Obrigada por dividir todas elas comigo. Mesmo quando, como consequência, vem as cuecas de tamanho G!

Obrigada mãe. Simplesmente por ser tudo o que você é! Eu teria coisas infinitas para escrever aqui, mas o que ficou de fora, vou resumir de uma maneira que sei que não vai se esquecer jamais: Eu amo você!!!


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